Discussão do texto “Avaliação na perspectiva histórico-crítica” de João Luiz Gasparin (2011).
Como deve ser entendida a avaliação na perspectiva da pedagogia histórico crítica? Para começar a pensar sobre a questão adotamos como diretriz o conceito apresentado por Luckesi
(2010, p. 33). “[...] a avaliação é um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da
realidade, tendo em vista uma tomada de decisão”.
De forma geral, a finalidade
da avaliação é garantir o sucesso do aprendiz, ela precisa ser objetiva, diagnóstica e inclusiva. Nessa perspectiva, o ato de avaliar é um a aplicação de um juízo de valor tendo como base um certo padrão. Diante disso, é importante pensar o que o professor avalia antes desse processo? E depois do processo, o que é avaliado? Se considerado toda essa complexidade é bem verdade que os exames, os quais acompanham a trajetória educacional do país não dará conta de responder.
Para dar sequência ao processo avaliativo, o autor propõe em seguir em passos, buscando identificar em cada um deles a avaliação, que no caso da pedagogia histórico-Crítico é do professor e do aluno.
1 – Prática inicial do conteúdo e da avaliação - aqui é onde se verifica os conhecimentos prévios, é a aplicação da Teoria de Vygotsky - A Zona de Desenvolvimento Proximal - ZPD
2 – Problematização como forma de avaliação- nesse estágio o professor propõe perguntas desafiadoras para os alunos, este passo é também momento de aprendizagem significativa para os alunos.
3 – Instrumentalização, avaliação tácita - é o momento de encontro do conhecimento científico cultural (professor) e os conhecimentos cotidianos (alunos). Quando a correlação acontece, um novo aprendizado se estabelece.
4 – Catarse, explicitação da avaliação - este é um momento de pausa maior, onde professor e aluno apreciam o próprio desenvolvimento.