sexta-feira, 21 de junho de 2019

Teorias Contemporâneas da Aprendizagem

Na última aula de Práticas Educativa, no dia 11/06, contruimos com base nos textos "Uma compreensão abrangente sobre a aprendizagem humana", Knud Illeris e o texto sobre a Teoria Social da Aprendizagem (TSA), Márcia Valéria Paixão, este último texto explora dentre outros autores da TSA, a Teoria Histórico Cultural de Vygotsky, para esse autor a aprendizagem é mediada primeiro na esfera cultural, na relação,no interrelacional, para depois esse conhecimento ser apropriada pela pessoa e passar a ser intrapessoal, esse processo de internalização definido por Vygotsky  diverge dos estudos de aprendizagem até este momento. Para Vygotsky a internalização inicia no processo social para depois progredir para os processos internos/individual. Os estudos de Vygotsky revoluciona a psicologia, pois até então, os estudos até mesmo aqueles com o viés de grupal ou mesmo os proponha olhar a sociedade como um todo, partiam do individual/personalidade para o social, ao afirmar que o social é responsável pela criação da consciência, ele traz uma revolução para o pensamento.
A teoria do desenvolvimento humano de Vygotsky baseia nos seguintes princípios para Wertsch (1991) e Lee e Smagorinsky (2011):
a) A aprendizagem é mediada
b) Aprendizagem como um andaime
c) As ferramentas de mediação 
d) A capacidade de aprender não é finita e limitada. 


Foto Raina
Gente eu tive que ir trabalhar não estou na foto. 

Foto de Franciele


Foto de Franciele


Referências
PAIXÃO, Marcia V. Sentido e participação na atividade de panificação das Mulheres do Empreendimento Econômico Solidário 8 de Junho sob a ótica da Teoria Social da Aprendizagem. Tese (Doutorado em Administração) – Universidade Positivo, Curitiba, 2014.

ELABORAÇÃO DO PPC

Na aula do dia 28/05 demos continuidade no PPC, durante a aula trabalhamos e finalizamos o nosso PPC- Projeto pedagógico do Curso, nosso grupo, do curso FIC de Recreador. A organização curricular deste curso considera a necessidade de proporcionar qualificação profissional em Recreador. Essa formação está comprometida com a formação humana integral uma vez que propicia, ao educando, uma qualificação laboral relacionando currículo, trabalho e sociedade.
 Nessa aula também foi explicado a próxima etapa do trabalho, que consiste na elaboração de uma sequência didática para o curso FIC que estamos elaboramos.
Neste dia aconteceu também a entrega dos primeiros diplomas do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica ( PROFEPT ), os quais foram mestrandos do IFPR.
Foto - reitor, coordenador, professores e mestres
Momento especial, mistura de sentimentos!
Parabéns ao novos Mestres e aos professores por essa conquista do curso.

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

Discussão do texto “Avaliação na perspectiva histórico-crítica” de João Luiz Gasparin (2011).


Como deve ser entendida a avaliação na perspectiva da pedagogia histórico crítica? Para começar a pensar sobre a questão adotamos como diretriz o conceito apresentado por Luckesi (2010, p. 33). “[...] a avaliação é um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão”.
De forma geral, a finalidade da avaliação é garantir o sucesso do aprendiz, ela precisa ser objetiva, diagnóstica e inclusiva. Nessa perspectiva, o ato de avaliar é um a aplicação de um juízo de valor tendo como base um certo padrão. Diante disso, é importante pensar o que o professor avalia antes desse processo? E depois do processo, o que é avaliado? Se considerado toda essa complexidade é bem verdade que os exames, os quais acompanham a trajetória educacional do país não dará conta de responder.
Para dar sequência ao processo avaliativo, o autor propõe em seguir em passos, buscando identificar em cada um deles a avaliação, que no caso da pedagogia histórico-Crítico é do professor e do aluno.
1 – Prática inicial do conteúdo e da avaliação - aqui é onde se verifica os conhecimentos prévios, é a aplicação da Teoria de Vygotsky - A Zona de Desenvolvimento Proximal - ZPD
2 – Problematização como forma de avaliação- nesse estágio o professor propõe perguntas desafiadoras para os alunos, este passo é também momento de aprendizagem significativa para os alunos.
3 – Instrumentalização, avaliação tácita - é o momento de encontro do conhecimento científico cultural (professor) e os conhecimentos cotidianos (alunos). Quando a correlação acontece, um novo aprendizado se estabelece.
4 – Catarse, explicitação da avaliação - este é um momento de pausa maior, onde professor e aluno apreciam o próprio desenvolvimento. 

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Aula por Videoconferência - A experiência

 Dia 23/04 foi a nossa aula por videoconferência através do google meet. Para mim foi a primeira experiência eu estava muito animada, foi muito tranquilo e muito próximo de uma aula presncial, a aula foi para passar algumas orientações par a construção de um Projeto Político-Pedagógico de um curso FIC, o curso tem a limitação de ter 40 horas. Precisamos escolher um curso na lista de formações FIC do Pronatec, a lista é muito extensa, no grupo quer fazer para o Curso de Recreador.
Para a próxima aula precisamos ter o Curso definido, uma pequena ementa, os conteúdos e o perfil do egresso. Podemos compartilhar por e-mail com a professora para que ela possa fazer os ajustes conosco.

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Problematização e Sequência didática


A aula do dia 16/04 iniciou com as apresentações das produções acerca dos planos de Ensino/Aula dos grupos. 



Apresentação do plano de Ensino/Aula

A apresentação acima do Plano de Ensino/Aula era para um Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, o Componente Curricular é Educação Física. 

Em seguida a apresentação do Plano de Ensino/Aula para um curso de maquiagem, a explicação sobre as cores primárias e secundárias foi extremamente relevante, finalmente aprendi o que combina comigo. Ao final da explicação foi entregue um desenho para que pudéssemos aplicar o que aprendemos. A minha não vou mostrar, mas apresento a da colega Raina, para maiores informações no Link  https://medium.com/sinapse-afetada/pr%C3%A1tica-c10dcb635acf 


Foto e pintura Raina 
Nessa mesma aula a professora disponibilizou alguns links e programas onlines, os quais disponibilizam diversos tipos de ferramentas que podem ser utilizados em sala de aula, e para dizer a verdade tem uma grande variedade

Como usar nuvem de palavras na sala de aula? Uma possibilidade apresentada pela profª. Valéria foi a Nuvem de Palavras, um recurso gráfico, que podemos explorar com aplicativos na internet, para descrever os termos mais frequentes de um determinado texto/contexto.
Para nosso treino, de verdade foi mais que um treino, foi momento de refletir sobre a percepção da sala sobre o legado e a importância de Paulo Freire. 
Mas afinal como fazer a nuvem de palavras? Dentre algumas das ferramentas online disponíveis para gerar uma nuvem de palavras, a profª. Valéria nos apresentou a Clouds.


Percepção dos mestrandos PROFEPT 2018 sobre a prática didática em Paulo Freire


Logo após esse momento houve uma explanação sobre Sequência didática, que de forma bem resumida é uma maneira de organizar os tempos e os espaços do professor, esse tempo do professor é um tempo menor que o tempo considerado em um projeto pedagógico e maior que o tempo de uma aula. Dita de outra forma, a Sequência Didática é um conjunto de aulas que estabelece uma certa organização interna com começo, meio e fim, esse conjunto de aula funciona como se fosse uma única aula.
Para saber mais acesse: https://www.youtube.com/watch?v=aqyXc7KIkDs 

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Metodologias Ativas e Aprendizagem por Problemas

Na modalidade da Educação Profissional e Tecnológica assim como em outra modalidades de ensino exige-se que o professor esteja em constante aperfeiçoamento para que o processo de aprender o significativo e contextualizada possível, nessa perspectiva as metodologias ativas são de grande valia. Ao colocar o foco no protagonismo do educando, além de reconhecê-los como detentores de conhecimentos e saberes que vai colaborar enquanto recurso didático para uma formação crítica e reflexiva no educando. 

A proposta é aprender fazendo, assim desenvolveremos um plano de ensino/aula para um curso de 20h. Para organizar a metodologia e o estruturar o plano era preciso utilizar a Taxonomia de Bloom.

Taxonomia de Bloom
Benjamin Bloom liderou um grupo formado pela American Psychological Association para criar uma "classificação de objetivos de processos educacionais.
Classificou os objetivos em três dominíos:

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VAMOS CONHECÊ-LOS?

No nível afetivo, espera-se do estudante mudanças de atitude, de valores, interesses. De um nível que o estudante se compaorta passivamente, em relação a determinado valor apresentado, passando a internalizar este valor, para posteriormente possa reinterpretar este valor a luz de outros, para finalmente poder viver esse valor.


No nível psicomotor, que engloba desde a percepção que o estudante de todos os movimentos que estão envolvidos em determida ação até o dominio desses movimentos. O desenvolvimento de habilidades motoras.

No nível cognitivo, Bloom apresenta seis categorias principais de complexidade crescente. Em cada uma delas, os verbos podem ser utilizados para explicitá-las. Os verbos demonstram o nível de exigência sempre crescente.


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Pressupostos Epistemológicos da Educação

Na aula do dia 26/03/19 aconteceu os seminários com as apresentações dos grupos, os quais foram separados por temas.


Grupo 1 - O processo educativo na Pedagogia Tradicional 
Grupo 2 - O processo educativo na Pedagogia Nova — John DeweyGrupo 3 - O processo educativo na Pedagogia Tecnicista — Skinner
Grupo 4 - O processo educativo na Teorias-Crítico-reprodutivistas — Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron
Grupo 5 - O processo educativo na Teoria Crítica — Herbert Marcuse e Theodor W. Adorno.




O processo educativo na Pedagogia Tradicional - Representante Herbart 


O principal personagem nesta pedagogia é o professor, ele é o centro, é autoritário e suas aulas são expositivas. O principal foco é o conhecimento intelectual e moral, o método utilizado é o da repetição e memorização mecânica, portanto todos os seus alunos são alunos passivos. Este conhecimento é chamado pelos críticos de conteúdo enciclopédico, porque ele na verdade não faz nenhuma relação com a realidade ou cotidiano do aluno, na perspectiva tradicional, o aluno é visto como se fosse uma folha em branco que vai sendo preenchido pelos conhecimentos que o professor transmite os quais ele tem a obrigação de reproduzi-los. O aluno é testado através de exames para verificar a sua capacidade de memorização. Esse é o processo na pedagogia tradicional o professor como centro e o aluno um ser passivo.



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imagem retirada do site "canal do educador"



O processo educativo na Pedagogia Nova — John Dewey


A Escola Nova foi um movimento de renovação do ensino, o foco é aprender a aprender, os alunos são levados a aprender fazendo, aprender os métodos, por meio de pesquisas e projetos. O professor passa a ser um auxiliar, ele vai criar condições para que o aluno se auto desenvolva,  para proporcionar condições para que o aluno tenha uma autoaprendizagem, ao contrário da pedagogia tradicional, onde o professor era o centro, na pedagogia nova quem passa a ser o centro é o aluno, nesta pedagogia o trabalho em grupo é supervalorizado, porque entende que precisa desenvolver o aluno como um ser solidário e participativo e que saiba também a respeitar o outro. Propõe então descobertas e por isso esse aluno é um ser ativo o oposto do aluno passivo que vimos anteriormente na pedagogia tradicional.  



O processo educativo na Pedagogia Tecnicista - Skinner

A pedagogia tecnicista surgiu com a função de preparar recursos humanos para mão de obra das Indústrias, por isso, tem como missão a eficiência, o centro aqui não é o professor, muito menos o aluno, mas sim as técnicas. Assim, o professor é um administrador dessas técnicas, os alunos são preparados para serem produtivos, a instrução programada é uma forma de ensino baseada no princípio de perguntas e respostas,  onde as respostas são imediatamente verificadas. Nesta pedagogia se ensina a fazer, por esse motivo o professor faz uso de um instrumento super importante para essa pedagogia, o planejamento, ele estabelece seus objetivos, assim como, as técnicas e métodos que serão utilizados, bem como, a forma de avaliar esses alunos, para que eles desenvolvam habilidades e possam atuar.
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           Imagem da escola na educação tecnicista

O processo educativo na Teorias-Crítico-reprodutivistas — Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron 



Bourdieu e Passeron, entendem que a escola coloca-se como a principal estrutura objetiva que molda mentalidades e comportamentos.


Bourdieu
Neste sentido, Bourdieu reconhece o valor e importância da escola para influenciar, porém eles apresentam uma visão negativa da escola, pois ela não está promovendo a transformação que ela poderia, mas vem manipulando o educando e perpetuando de forma velada uma violência simbólica.Denuncia a aparente neutralidade como violência, pois essa "neutralidade" formata o educando de acordo com os interesses das elites, as quais estão no controle do sistema educacional.



A escola tem servido ao interesses das elites, pois ao invés da escola democratizar, ela está exercendo a função de reprodutora de hábitos, comportamentos e pensamentos de um grupo social que detém o capital cultural.




Nessa perspectiva a escola exerce a função de juíza, pois condena aqueles que carecem de capital cultural ao fracasso social.


Assim, o capital cultural funcionaria como uma moeda de troca para que as pessoas comprem uma posição na estrutura social.






O processo educativo na Teoria Crítica — Herbert Marcuse e Theodor W. Adorno

Os estudos dos filósofos da escola de Frankfurt ficaram conhecidos como Teoria Crítica, que se contrapõe à Teoria Tradicional. A diferença é que enquanto a tradicional é "neutra" em seu uso, a crítica busca analisar as condições sociopolíticas e econômicas de sua aplicação, visando à transformação da realidade. 



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Para entender o pensamento de Adorno em relação à                                 educação, é importante compreender as críticas que ele faz à                     indústria cultural, vista como a responsável por prejudicar                          a capacidade humana de agir com autonomia








Marcuse desnuda o panorama da dominação sócio–econômica do sistema capitalista, mas sem perder o  de vista o reconhecimento da capacidade emancipatório humana. Suas convicções difere consideravelmente das interpretação marxista, acredita que a consciência tem papel determinante  nos processos de transformação social



A Teoria Crítica é definida como uma escola de desencantamentos provenientes da crítica feita à racionalidade.